Há um provérbio africano que traduzido à minha moda diz que é preciso
uma aldeia inteira para se criar uma criança. Sempre acreditei na verdade deste
provérbio. As mães são super mulheres, mas nem tanto…
Logo após o meu internamento a minha aldeia começou quase
automaticamente a organizar-se em prol da Luísa e do meu bem-estar.
Desde a minha mãe e o J. encarregues de me trazerem tudo o que eu
precisaria e de tratarem da casa, à minha tia do coração G. que me fez
companhia de tarde, quase todos os dias, no Hospital, ou à minha madrinha capaz
de trazer um hipermercado inteiro para a minha minúscula mesinha de cabeceira
para que nada me faltasse, à minha tia C. que antes de viajar não descansou
enquanto não me foi ver e levar revistas e jornais para me distrair a mente.
Como não tinha ainda camisas de dormir (andava com duas da minha mãe,
porque ainda não tinha começado a comprar as coisas para mim para a maternidade),
outra tia do coração que tenho, a M., foi à revenda comprar-me duas e ainda me
emprestou outras quatro dela.
Não posso esquecer as minhas amigas e amigos: a J. sempre preocupada
com o meu estado e que me emprestou o wifi dela, a V. e o C. que aguentaram horas
na sauna que é o Hospital para me fazerem companhia, a L. que me faz sempre rir
(e teimou que os meus pés estavam inchados, mas não estão!!), e não posso
esquecer os telefonemas da minha “lisboeta” M. e da minha outra grávida em
repouso A.M. e as centenas de mensagens que recebi de outras pessoas.
Todas estas pessoas e muitas outras ajudaram-me a passar os dias e a
enfrentar com mais otimismo a minha sorte.
Foram tantos os gestos de amor, renúncia da vida própria, vontade em
minimizar a minha angústia que 5.000 caracteres não chegariam para agradecer
tudo o que fizeram e continuam a fazer por nós, Luísa.
Ainda não nasceste e a aldeia que te vai ajudar a criar já mostra
provas infindáveis de amor. No dia em que nasceres (daqui a muitas semanas, já
sabes!) vais sentir a presença de todas essas pessoas e a mãe e o pai sabem que
não estão sozinhos, nesta odisseia que será a tua vida. Temos muita sorte de
pertencer a uma aldeia assim.
Aninha não sabia do teu estado de "grávida de risco" e queria-te enviar um xi do tamanho do mundo, tenho a certeza que tudo vai correr bem e que a petit Luisa vai-se aguentar no ninho muitas e muitas semanas*
ResponderEliminarSe precisares de alguma coisa, apita eu e o Afonso temos todo o gosto em fazer parte da tua aldeia, nem que seja se precisares de alguem para reclamar/gritar/etc * beijinho grande Bárbara*
Olá Bárbara! Obrigada pelas tuas palavras. Um beijinho grande para vocês os três. Espero que esteja tudo bem contigo também.
EliminarOlá Ana :) o teu J. contou-me tudo :( espero que tudo corra bem :) um beijinho grande pa vocês as 2 e muita força :)
ResponderEliminarObrigada Vânia! Beijinhos grandes
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